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segunda-feira, 26 de julho de 2010

José Eduardo Manfredini visita a Comunidade


O COMPROMISSO COM A VIDA CARMELITA DESCALÇA SECULAR
[...] porque quem começa a servir ao Senhor verdadeiramente o mínimo que pode Lhe oferecer é a vida [...] (Santa Teresa de Jesus, C 12, 2).

José Eduardo, Lygia e Adriana, sua esposa
I. PROCURANDO SIGNIFICADOS

A epígrafe que abre essa reflexão pode ser considerada o resumo de tudo aquilo que vamos refletir. O tema proposto traz duas palavras-chave: “compromisso” e “vida”. Palavras carregadas de significados e que poderíamos ficar horas e horas discutindo apenas suas definições.

O dicionário Aurélio (1995, p. 165) define “compromisso” da seguinte forma:

1. Obrigação ou promessa mais ou menos solene. 2. Acordo entre litigantes pelo qual se sujeita a arbitragem a decisão de um pleito. 3. Dívida que se deve pagar em determinado dia. 4. Concordata de falidos com credores. 5. Acordo político; convenção, ajuste, pacto. 6. Promessa de trato a ser cumprido. 7. Estatutos de confraria (1). 8. Escrita vincular. 9. Bras. Obrigação de caráter social.

Podemos observar a quantidade de significados, e, a importância e a intensidade que cada um tem. Já, a palavra “vida”, o mesmo dicionário traz dezoito definições. Mas escolhemos apenas duas: “10. modo de viver; 15. O que representa para alguém motivo de prazer, de estímulo, de amor à vida” (AURÉLIO, 1995, p. 673).

Ao depararmos com esses significados, vamos definir quais deles de fato refletem aquilo que vamos discutir. Mas antes devemos levar em consideração alguns fatores. O primeiro deles é a nossa tendência de levar tudo “a ferro e fogo”, ou seja, encarar as coisas ou as situações de forma determinista ou radical; resumindo, ao pé da letra. Outro ponto é a inclinação que, muitas vezes, temos de “mistificar” tudo o que se refere à vida espiritual. Assim, acabamos por focar apenas a “nossa” vida de “fé” e esquecemos de viver as implicações que ela nos traz.

Para nós, por trás da palavra compromisso está implícita outra, mais profunda e eloquente: “escolha”, que por sua vez, traz implicitamente a palavra “liberdade”. Destarte, compromisso, para nós, é uma escolha que fizemos na liberdade!

O significado que escolhemos para a palavra “vida” é: “modo de viver”. É o estilo de ser, pensar e agir em todos os lugares e situações. É a maneira com a qual nos identificamos e que nos estimula a viver.



II. COMPROMISSO E VIDA: DUAS FACES DA MESMA OBRA

A vida é uma obra que construímos aos poucos, a cada minuto, hora, dia e ano. A cada fato, acontecimento e desafio. É mais que o simples espaço entre o nascimento e a morte. A vida é um processo de construção, feito muitas vezes entre lágrimas e sorrisos. No entanto, essa obra exige compromisso. Compromisso conosco mesmo. E essa atitude exige coragem, discernimento, silêncio, amor, perdão, liberdade e, sobretudo, humildade.

Quando usufruímos do maior presente que Deus nos deu, a liberdade, e escolhemos um estilo de vida, o qual nos ajudará a viver melhor, mais intensamente, estamos construindo uma obra que passará a ser contemplada por outras pessoas e que, ao mesmo tempo em que é construída, é melhorada.

A vocação ao Carmelo Descalço Secular implica necessariamente em construir uma obra - “obras quer o Senhor” (SANTA TERESA, 5M, 3, 11) - no desejo e na alegria de se identificar com o estilo de vida proposto pela ordem, ou melhor, por Teresa de Jesus. Esse desejo é intensificado e reflete, quase sempre, na descoberta de que a oração “[...] não é senão tratar de amizade — estando muitas vezes tratando a sós — com quem sabemos que nos ama [...]” (SANTA TERESA, V8, 5).

O “tratar de amizade” é o principal compromisso que o indivíduo assume quando escolhe essa maneira de ser e de viver. É através desse compromisso assumido com o Senhor, que vamos nos conhecer e reconhecer o nosso próximo. Mas, voltamos a alertar do perigo que se corre de deturpar esse compromisso. Muitos são tentados a achar que a vida do carmelita descalço secular se resume apenas no “tratar de amizade” esquecendo das implicações que isso traz para o dia-a-dia.

Assim, tanto o “compromisso” como a “vida” tem uma dupla dimensão: a objetiva e a subjetiva, ou seja, a prática e a teórica (do grego: theoria = contemplação). Daí, o risco de ficarmos apenas com ou em uma só dimensão, quando na verdade, uma leva à outra.

Teresa nos dá um exemplo que elucida bem o quanto a vida deve falar do compromisso e vice-versa. “Crede-me que Marta e Maria devem andar juntas [...]” (SANTA TERESA, 7M, 4, 12). Isso quer dizer que a oração exige ação e a ação exige oração. Não podemos separar essas duas irmãs, pois, se não estiverem juntas, como iremos receber e servir bem o senhor?

Então, para um carmelita descalço secular é impossível querer guardar sua obra numa proteção de vidro transparente, onde só seja permitida a contemplação. A sua obra, ou seja, a sua vida é colocada à serviço do Senhor, e nele, aos irmãos. Contudo, é no “tratar de amizade” que a pessoa buscará as forças e a sabedoria para agir e para construir um mundo melhor.

III. NO CARMELO DESCALÇO: QUANDO O COMPROMISSO SE TORNA VIDA!


As nossas constituições no parágrafo 3 diz que, os carmelitas descalços seculares buscam na Ordem “aprofundar o compromisso cristão recebido no batismo”. Qual é o compromisso que assumimos no batismo? O de crer em Deus Uno e Trino e seguir os ensinamentos de Cristo. Basta lembrar as promessas batismais que renovamos na celebração da Páscoa.

O convite que Jesus fez aos dois discípulos de João Batista, “Vinde e vede” (Jo 1, 39) e a Filipe, “Segue-me” (Jo 1, 43), é o mesmo convite que, ainda hoje, faz a cada um de nós. Somos chamados a ver onde Jesus mora e passar não apenas um dia com ele, mas estar todos os dias junto dele. Seguindo-o, escutando sua palavra e amando-o loucamente!

Aprofundar o compromisso cristão recebido no batismo é viver plenamente as três dimensões que ele nos apresenta, conforme nos ensina o Catecismo no parágrafo 1268:

Os batizados tornaram-se “pedras vivas” para a “construção de um edifício espiritual, para um sacerdócio santo” (1 Pd 2,5). Pelo Batismo, participam do sacerdócio de Cristo, de sua missão profética e régia; “sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9). O Batismo faz participar do sacerdócio comum dos fiéis.

É não ter vergonha de anunciar a palavra de Deus através do testemunho; de denunciar, através do diálogo e da vida, tudo aquilo que vai de encontro com os preceitos do evangelho; é elevar com Cristo ao Pai, os nossos sacrifícios e lutas, nossos sofrimentos, nossas alegrias; é tomar posse da nossa realeza e levar ao mundo a luz que é Cristo. Enfim, é não ter medo de ir beber dele: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7, 37).

Outra forma de compromisso que assumimos na OCDS e que se refere ao batismo é a promessa de castidade, pobreza, obediência e das bem-aventuranças, conforme afirma o parágrafo 11 das nossas constituições:

O seguimento de Jesus como membros da Ordem Secular se expressa por meio da promessa de tender à perfeição evangélica no espírito dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência e das bem-aventuranças. Por meio desta promessa se reforça seu compromisso batismal no mundo a serviço do projeto de Deus. Ela é um penhor de santidade pessoal, que necessariamente leva a um empenho de serviço à Igreja na fidelidade ao carisma carmelitano-teresiano.

No entanto, não podemos esquecer que a promessa é vida, ou melhor, deve ser vivida com toda intensidade. Não é uma promessa que não compromete e que não tem consequências. Pelo contrário, compromete e muito. Por isso, cada membro deve ter plena consciência ao emiti-las, ou seja, deve ter pleno conhecimento daquilo que irá fazer e das implicações inerentes a esse ato.

Outro desdobramento da promessa é o compromisso com a formação. Vejamos:


[...] Por este compromisso se empenha em adquirir a formação necessária para conhecer as razões, o conteúdo e o propósito do estilo de vida evangélica que se assume. A promessa realça o compromisso batismal e enriquece, nos chamados à vocação matrimonial, a vida de esposos e pais [...] (constituições, 12).
Dessa forma, podemos observar que o compromisso na OCDS é diretamente ligado à vida, à prática. Não é um compromisso estático mas dinâmico. Com implicações para quem assume o compromisso e, necessariamente, para quem está ao redor. Pois, os carmelitas descalços seculares devem trazer nos seus atos os sinais da sua vocação, da espiritualidade que abraçaram e que escolheram livremente.

3.1 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DO CONSELHO EVANGÉLICO DE CASTIDADE


Conforme o número 13 das constituições,

A promessa da castidade reforça o compromisso de amar a Deus acima de todas as coisas e amar aos outros como Deus os ama [...] A promessa da castidade é um compromisso com o amor cristão em sua dimensão pessoal e social para criar autêntica comunidade no mundo. Por esta promessa o Secular expressa também o desejo consciente de respeitar a cada pessoa como o pede a lei de Deus e segundo o próprio estada de vida, como solteiros, casados ou viúvos[...].

“Amar a Deus e amar os outros como Deus os ama”. Estamos preparados para nos comprometer dessa forma? Como já dissemos acima, a vida é um processo. A partir disso, podemos então entender que mesmo, muitas vezes, não sabendo amar como Ele nos ama, nós podemos aprender, graças à sua misericórdia e infinita bondade. Talvez, nunca amaremos como ele nos amou, mas devemos tentar. É o seu maior mandamento, “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34). Se Ele nos mandou fazer, é porque então conseguiremos.

Outro ponto citado e que queremos refletir é o compromisso de “criar autêntica comunidade no mundo”. Veja que responsabilidade que assumimos diante da Ordem e da Igreja. De sermos construtores de um mundo mais humano, mais sadio, mais equilibrado. Lembremo-nos que o “mundo” é onde estou, onde trabalho, onde vivo. É a família, a paróquia, a comunidade e o grupo da OCDS. Enfim, o mundo deve ser o “meu Carmelo”.

3.2 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DO CONSELHO EVANGÉLICO DA POBREZA

Conforme o número 14 das constituições:

A promessa da pobreza expressa o desejo de viver segundo os valores do evangelho [...]. A promessa da pobreza busca o uso evangélico dos bens deste mundo e dos talentos pessoais e o exercício das próprias responsabilidades na sociedade, na família e no trabalho, colocando-se com confiança nas mãos de Deus. Implica também em um compromisso em favor da justiça no mundo, para que este responda ao projeto de Deus. A pobreza evangélica é igualmente um exercício de esperança, que reconhece as limitações pessoais e se abandona com confiança à bondade e à fidelidade de Deus.

“Viver segundo os valores do evangelho”. Esse primeiro ponto refere-se justamente em assumir os critérios de Jesus na nossa vida. Gostaríamos de lembrar a música “Amar como Jesus amou” do Pe. Zezinho, SCJ, que tanto nos fala ao coração:

video

Cris e Zé Eduardo, rodeados por alguns membros da Comunidade

Amar como Jesus

Sonhar como Jesus sonhou

Pensar como Jesus pensou

Viver como Jesus viveu

Sentir o que Jesus sentia

Sorrir como Jesus sorria

E ao chegar ao fim do dia



Eu sei que dormiria muito mais feliz

Viver os valores do evangelho é, por exemplo, fazer com a letra dessa música se torne realidade em nossa vida. Antes de amar, sonhar, pensar, viver, sentir, sorrir, agir, enfim, de fazer qualquer coisa que está ligado a nossa vida, devemos nos perguntar: Como Jesus faria? E se não soubermos a resposta, sempre a encontraremos no evangelho.

A promessa de pobreza refere-se ainda ao abandonar-se totalmente nas mãos de Deus, de confiar na providência divina, conforme o Senhor nos ensina em Mt 6, 31-34:

Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.

Porém, isso não significa que basta confiar que “cairá tudo do céu”. Devemos fazer a nossa parte. Curioso é notar que para Jesus a fé está estreitamente ligada à ação. O milagre só acontece para aqueles que vão até Ele, que saem do seu “mundinho” e entram no mundo, na dinâmica do Cristo. Dessa forma que a providência age e nos ajuda a viver e a lutar pela justiça. Que nos enche de esperança e nos faz confiar plenamente no Senhor, abandonando-nos totalmente em suas mãos.

A promessa de pobreza nos ensina a “pensar e entender o que falamos, com quem falamos e quem somos nós que nos atrevemos a falar com tão grande Senhor” (SANTA TERESA, C 25, 3). E ainda, “que somos servos e servos inúteis” (Lc 17, 10); a ver que não somos mais e nem melhores que ninguém. Diante do Criador, somos todos iguais. Simplesmente, amados de Deus!

Além disso, essa promessa nos ensina como devemos nos relacionar com os bens materiais. A propriedade privada, o conforto, os bens, na maioria das vezes, são os frutos do trabalho humano. Do trabalho das mãos e do suor que escorre no rosto; das noites em claro e da intensa atividade mental; enfim, da atividade que nos proporciona o alimento necessário para que no dia seguinte possamos estar novamente “produzindo”. Viver nesse universo, nos dias atuais, é desafiador. É um jogo que não permite erros, pois, se os cometemos, ficaremos presos totalmente na dinâmica perversa do sistema.

Relacionar-se com os bens materiais exige mestria, sabedoria e prudência! Caso contrário, estaremos presos. Santo Padre João da Cruz diz-nos: “que basta um fino fio para prender um pássaro e impedir seu vôo”, e ainda, “a mosca que pousa no mel o seu vôo impede; a alma que quer estar apegada ao sabor do espírito impede sua liberdade e contemplação (D24).”

3.3 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DO CONSELHO EVANGÉLICO DA OBEDIÊNCIA
Conforme o número 15 das constituições:

A promessa de obediência nos compromete a viver abertos à vontade de Deus, “em quem vivemos, nos movemos e existimos” (At 17,28), imitando Cristo [...]. A promessa de obediência é um exercício de fé que leva a buscar a vontade de Deus nos acontecimentos e desafios da vida pessoal e social [...].

“Seja feita a sua vontade” (Mt 6, 10). Talvez esse seja o maior desafio para aqueles que se põe a caminho junto com Jesus. Hoje, se abandonar e estar aberto à vontade de Deus - diante de um mundo onde os clamores do consumismo, do hedonismo e da sede de poder - se tornou uma verdadeira prova de fé. Na verdade, estamos perdendo a capacidade de saber discernir o que é da vontade de Deus, o que é a nossa vontade e o que é consequência de atitudes impensadas. O que importa é que, a qualquer custo, consigamos o que queremos!

Fazer um exercício de fé diante das oportunidades que Deus nos dá, eis o convite que as nossas constituições nos faz. Os Santos do Carmelo eram especialistas nisso e sabiam muito bem o que Deus queria deles. Isso era possível devido a fidelidade que eles tinham com o compromisso assumido com a espiritualidade carmelitana. Através da reflexão e da meditação, eles sabiam como agir diante dos desafios da vida, e diziam junto com Cristo,”[...] não a minha vontade, mas a tua seja feita!” (Lc 22, 42).

3.4 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DAS BEM-AVENTURANÇAS
Ilda e Cyrinéa

Conforme o número 16 das constituições:

Nas bem-aventuranças se encontram um projeto de vida e um modo de entrar em relação com o mundo, com os vizinhos e companheiros de trabalho, com familiares e amigos [...].

Essa promessa resume, praticamente tudo aquilo que dissemos acima. Eis aqui o projeto que a OCDS nos apresenta:

Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós (Mt 5, 2-12).

IV. COMPROMETER-SE É “OFERECER A VIDA”

Diante de tudo o que foi exposto acima, chegamos à conclusão que o compromisso gera vida. Se Teresa de Jesus não tivesse se comprometido com o projeto que Deus lhe apresentou, hoje nós não estaríamos aqui. Não teríamos João da Cruz, Teresinha do Menino Jesus, Edith Stein, Elisabete da Trindade e tantos outros que estão, com a Santa Madre, cantando eternamente as misericórdias do Senhor!

Não teríamos inúmeros Carmelos de Monjas e Frades. Milhares de comunidades e grupos da OCDS. Simplesmente, não teríamos o Carmelo Descalço!

E se Pedro e os outros não tivessem dito sim e levado até as últimas consequências seu compromisso? Mas eles foram pobres, obedientes, castos e, sobretudo, souberam viver plenamente as bem-aventuranças. Seu comprometimento seguiu o exemplo do Mestre, até a morte. Estamos dispostos a isso?

Ser comprometido é viver com toda a intensidade. É fazer a cada momento uma releitura dos acontecimentos e assumir a nossa parcela de responsabilidade. É estar aberto às necessidades alheias; ao clamor anônimo; àquele que chora e àquele que sorri. É não ter medo de evangelizar com a vida, no silêncio como e com a Virgem Maria. De ter coragem de deixar tudo e se pôr à serviço daqueles que precisam, daqueles que clamam para serem ouvidos, aconchegados, amados!

O compromisso com a vida carmelita descalça secular é simplesmente, OFERECER A VIDA [...] (SANTA TERESA DE JESUS, C 12, 2).

José Eduardo M. Manfredini Júnior

je.manfredini@gmail.com

Comunidade Santa Face- OCDS - Tremembé / SP

OBS- O vídeo acima consta parte da palestra ministrada. O início e o final, estão gravados em áudio e serão postados em outra oportunidade.



AGRADECEMOS AO ZÉ EDUARDO PELA SUA VISITA RICA EM ENSINAMENTOS, DISPONIBILIDADE, PELO CARINHO E ZÊLO PELO SEU TRABALHO .
DEUS SEJA LOUVADO PELA SUA VIDA! 

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Assistente Espiritual da Comunidade OCDS é nomeado Bispo de Amparo

Cônego Pedro Carlos Cipolini é eleito
Bispo de Amparo


É com grande alegria que bendizemos e agradecemos a Deus pela sua vida e seu ministério. Desejamos-lhe de todo o coração as bênçãos de Deus Pai, de Jesus Cristo e da Virgem Santíssima, que hão de acompanhá-lo nesta nova missão.
Na celebração do aniversário da cidade de Campinas, dia 14 de julho, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, aceitou a renúncia de Dom Francisco José Zugliani e nomeou o Cônego Pedro Carlos Cipolini, Reitor da Basílica Nossa Senhora do Carmo, como seu sucessor.

A Ordenação Episcopal será no dia 12 de outubro, às 16h00, na Catedral Metropolitana de Campinas e a posse solene no dia 31 de outubro, às 16h00, na Catedral Nossa Senhora do Amparo.

Cônego Cipolini nasceu no dia 04 de maio de 1952, na cidade de Caconde, SP, filho de João Cipolini e Auzira Carneiro Cipolini. Foi ordenado no dia 25 de fevereiro de 1978 na Catedral de Franca, SP, por Dom Diógenes Silva Matthes. Fez o Curso primário no Grupo Escolar Dr. Candido Lobo; o ginasial no Colégio Professor Fernando Magalhães em Caconde; Filosofia e Pedagogia na FAI - Faculdades Associadas do Ipiranga em São Paulo de 1973 a 1976; Teologia Faculdade Nossa Senhora da Assunção em São Paulo de 1973 a 1977. Fez Pós-Graduação e Mestrado em Teologia na Faculdade Pontifícia Nossa Senhora da Assunção em São Paulo de 1984 a 1995, e Doutorado em Teologia (Eclesiologia) na Universidade Gregoriana em Roma, Itália, de 1991 a 1992.


Foi Pároco da Paróquia de São Sebastião em Franca/SP e de Restinga, SP, em 1978; Coordenador Diocesano de Pastoral em Franca, de 1982 a 1983; Professor e Coordenador de Estudos do Seminário Propedêutico, de 1983 a 1984; Vigário Paroquial da Paróquia da Imaculada Conceição do Ipiranga, em 1985.


Foi incardinado no Clero de Campinas no dia 28 de fevereiro de 1987.    Em Campinas, foi Pároco da Paróquia Santos Apóstolos, na Vila Boa Vista, em 1986; Diretor Espiritual dos Seminários Propedêuticos São José de Pedreira e Seminário Imaculada de Filosofia, de 1987 a 1989; Vigário Episcopal da Região Norte, de 1988 a 1990; Membro do Conselho Episcopal e do Conselho Pastoral da Arquidiocese; Pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Campinas, de 1993 a 2000; Diretor de Estudos do Seminário de Teologia, de 1993 a 1994; Professor de História da Igreja Antiga, Eclesiologia, Mariologia e Epistemologia Teológica, Estágio Pastoral de Ecumenismo e Pastoral Urbana em 1993; Coordenador do Departamento de Teologia Sistemática no ITCR da PUC-Campinas de 1997 a 1998; Vigário Forâneo da Forania Coração de Maria de 1997 a 1999; Diretor Espiritual do Seminário de Filosofia da Arquidiocese de Campinas de 1997 a 2000; Membro do Conselho de Presbíteros; “Cidadão Honorário de Campinas” em 06 de março de 2000; Pároco da Basílica Nossa Senhora do Carmo de Campinas em setembro de 2000; Vigário Forâneo da Forania Santos Apóstolos de 2001 a 2002; Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano em 06 de março de 2001; Nomeado Vigário Episcopal de Campinas em 08 de dezembro de 2002. Escolhido pelo Presidente da CNBB, Cardeal Geraldo Majella Agnello como membro da Comissão de Peritos, na área de Teologia da referida Organização.