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Nós, Carmelitas Seculares de Campinas-SP, temos o enorme prazer de receber sua visita. Entre em contato conosco através do e-mail: ocdscampinas@gmail.com

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Promessa Definitiva e Admissão

FREI DENEVAL JANUÁRIO OCD CELEBRA
NAS PROMESSAS DEFINITIVAS DE
ANA ALICE DE MARIA AUXILIADORA DE JESUS,
CYRINÉA MARIA TERESINHA DE JESUS E ADMISSÃO DE MARIA ALICE MORITA VIVAS.




CONVIDADOS REUNIDOS APÓS A SANTA MISSA PARA FOTO






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Canto "Nada te pertube" Pelas Monjas do Carmelo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

PROMESSAS DEFINITIVAS EM CAMPINAS

"Vós me ensinais vosso caminho para a vida:
junto de vós, felicidade sem limites,
pois o Senhor é minha luz e salvação." Sl 15,11 e Sl 26


A COMUNIDADE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS TEM A HONRA DE CONVIDÁ-LOS PARA AS PROMESSAS DEFINITIVAS DE
ANA ALICE DE MARIA AUXILIADORA DE JESUS E CYRINÉA MARIA TERESINHA DE JESUS.
Entrada na Formação e Promessas Temporárias

E A ADMISSÃO DE MARIA ALICE MORITA VIVAS

Dia : 13 de novembro de 2010 às 07:30hs

Local : Carmelo Santa Teresinha do Menino de Jesus

Celebrante : Frei Deneval Januário OCD


























sexta-feira, 15 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

XXVII Congresso Provincial ocds 2010



XXVII CONGRESSO PROVINCIAL OCDS SÃO ROQUE - 08 A 11 DE OUTUBRO 2010

A Comunidade foi representada pela Cris, Ana Alice, Mari Elza e Alice.
Abaixo algumas congressistas:


















"SOMOS TODOS CHAMADOS À MISSÃO" - CARTAZ EXPOSTO NA SANTA MISSA - CELEBRADA PELO FREI GERALDO





PRESIDENTE PROVINCIAL OCDS ELEITA,
MARIA EDUARDA BARBOSA DE SOUZA
E O CANTO NO INÍCIO DE SUA PALESTRA
SOBRE SÃO JOÃO DA CRUZ



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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ordem Secular participa do Tríduo da Comunidade Sta. Teresinha do Menino Jesus - Paróquia São João Batista - Padre Cláudio Zaccaria Menegazzi




Cris fala sobre a vida e a obra da Santa da "Pequena Via" e disse uma ouvinte :"Eu hoje conheci a alma de Santa Teresinha"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Confissão: O Sacramento do Perdão


É o Sacramento da Misericórdia de Deus, é a festa do pecador arrependido. Deus não quer a morte do pecador, mas sim que ele viva e se converta.Ele gratuitamente nos oferece o seu perdão é o melhor dos dons de Deus. Depois da Filiação divina, o perdão é o melhor dos dons de Deus.Depois de ter nos dado a sua amizade, o perdão é o ato mais bondoso de Deus. DEUS É AMOR. Amor que nunca acaba, que tudo compreende e tudo perdoa. O amor que não se esquece de ninguém.

ATO DE CONTRIÇÃO

Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois tão bom e amável. Prometo, com a vossa graça esforçar-me para ser bom. Meu Jesus misericórdia!


Textos para meditar:

Lc 7, 36-50
A pecadora
36
Um fariseu convidou Jesus para jantar. Ele entrou na casa do fariseu e sentou-se à mesa. 37 Havia na cidade uma mulher que era pecadora. Quando soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro, cheio de perfume, 38 postou-se atrás, aos pés de Jesus e, chorando, lavou-os com suas lágrimas. Em seguida, enxugou-os com os seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. 39 Ao ver isso, o fariseu que o tinha convidado comentou: “Se este homem fosse profeta, saberia quem é a mulher que está tocando nele: é uma pecadora!” 40 Então Jesus falou: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Ele respondeu: “Fala, Mestre”. 41 “Certo credor”, retomou Jesus, “tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentas moedas de prata, e o outro cinqüenta. 42 Como não tivessem com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles o amará mais?” 43 Simão respondeu: “Aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Julgaste corretamente”. 44 Voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei na tua casa, não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, lavou meus pés com lágrimas e os enxugou com seus cabelos. 45 Não me beijaste; ela, porém, desde que cheguei, não parou de beijar meus pés. 46 Não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47 Por isso te digo: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, pois ela mostrou muito amor. Aquele, porém, a quem menos se perdoa, ama menos”. 48 Em seguida, disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49 Os convidados omeçaram a comentar entre si: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50 Jesus, por sua vez, disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

Sl 32 Perdoaste o meu pecado
32(31)
1 [Poema de Davi.] Feliz aquele cuja culpa foi cancelada e cujo pecado foi perdoado.
2 Feliz o homem a quem o Senhor não atribui nenhum delito e em cujo espírito não há falsidade.
3 Enquanto eu me calava, meus ossos se consumiam, eu gemia o dia inteiro.
4 Pois dia e noite sobre mim pesava a tua mão, como pelo calor do verão ia secando o meu vigor.
5 Revelei-te o meu pecado, o meu erro não escondi. Eu disse: “Confessarei ao Senhor as minhas culpas”, e tu perdoaste a malícia do meu pecado.
6 Por isso a ti suplica todo fiel no tempo da angústia. Quando irrompem grandes águas não o poderão atingir.
7 Tu és meu refúgio, me preservas do perigo, me envolves no júbilo da salvação.
8 “Eu te farei sábio, eu te indicarei o caminho a seguir; com os olhos sobre ti, te darei conselho.
9 Não sejas como o cavalo ou o jumento sem inteligência; se avanças para dominá-los com freio e rédea, de ti não se aproximam.”
10 Serão muitas as dores do ímpio, mas a graça envolve quem confia no Senhor.
11 Alegrai-vos no Senhor e exultai, ó justos, jubilai, vós todos, retos de coração.

Ez 37,1-14
As ossadas revivem
37
1 A mão do SENHOR estava sobre mim, e o SENHOR me levou em espírito para fora e me deixou no meio de uma planície repleta de ossos. 2 Fez-me circular no meio dos ossos em todas as direções. Vi que havia muitíssimos ossos sobre a planície e estavam bem ressequidos. 3 Ele me perguntou: “Filho do homem, estes ossos poderão reviver?” E eu respondi: “Senhor Deus, és tu que sabes!” 4 E ele me disse: “Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos ressequidos, ouvi a palavra do SENHOR! 5 Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Vou infundir-vos, eu mesmo, um espírito para que revivais. 6 Eu vos darei nervos, farei crescer carne e estenderei por cima a pele. Porei em vós um espírito para que revivais. Então sabereis que eu sou o SENHOR”.7 Profetizei conforme me fora ordenado. Enquanto eu profetizava, ouviu-se primeiro um rumor, e logo um estrondo, quando os ossos se aproximaram uns dos outros. 8 Eu olhei e vi nervos e carne crescendo sobre eles e, por cima, a pele que se estendia. Mas faltava-lhes o sopro de vida. 9 Ele me disse: “Profetiza para o espírito, profetiza, filho do homem! Dirás ao espírito: Assim diz o SENHOR Deus:Vem, ó espírito, dos quatro ventos, soprar sobre estes mortos para que eles possam reviver!”10 Profetizei conforme me fora ordenado, e o espírito entrou neles. Eles reviveram e se puseram de pé qual imenso exército. 11 Então ele me disse: “Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel.Eles dizem: ‘Nossos ossos estão secos, nossa esperança acabou, estamos perdidos! 12 Por isso,profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ó meu povo, vou abrir vossas sepulturas! Eu vos farei sair de vossas sepulturas e vos conduzirei para a terra de Israel. 13 Ó meu povo, quando abrir vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o SENHOR. 14 Quando incutir em vós o meu espírito para que revivais, quando vos estabelecer em vossa terra, sabereis que eu, o SENHOR, digo e faço – oráculo do SENHOR”.

Lc 15, 11-32
O filho perdido e reencontrado

11 E Jesus continuou. “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha esbanjado tudo o que possuía, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Então, foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu sítio cuidar dos porcos. 16 Ele queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: “Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho.Trata-me como a um dos teus empregados’. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro,abraçou-o e o cobriu de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti.Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. Colocai-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o, para comermos e festejarmos. 24 Pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 Ele respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque recuperou seu filho são e salvo’.28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistiu com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai:‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Mas quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com as prostitutas, matas para ele o novilho gordo’. 31 Então o pai lhe disse:‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”.

Sl 51
Senhor, misericórdia!
51(50)
1 [Ao maestro do coro. Salmo de Davi.]
2 Quando o profeta Natã veio ao seu encontro, depois do adultério com Betsabéia.]
3 Ó Deus, tem piedade de mim, conforme a tua misericórdia; no teu grande amor cancela o meu pecado.
4 Lava-me de toda a minha culpa, e purifica-me de meu pecado.
5 Reconheço a minha iniqüidade e meu pecado está sempre diante de mim.
6 Contra ti, só contra ti eu pequei, eu fiz o que é mal a teus olhos; por isso és justo quando falas, reto no teu julgamento.
7 Eis que na culpa fui gerado, no pecado minha mãe me concebeu.
8 Mas tu queres a sinceridade do coração e no íntimo me ensinas a sabedoria.
9 Purifica-me com o hissopo e ficarei puro; lava-me e ficarei mais branco que a neve.
10 Faze-me ouvir alegria e júbilo, exultem os ossos que tu quebraste.
11 Afasta o olhar dos meus pecados, cancela todas as minhas culpas.
12 Cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto.
13 Não me rejeites da tua presença e não me prives do teu santo espírito.
14 Devolve-me a alegria de ser salvo, que me sustente um ânimo generoso.
15 Quero ensinar teus caminhos aos que erram e a ti voltarão os pecadores.
16 Livra-me do sangue, ó Deus, Deus meu salvador e minha língua celebrará tua justiça.
17 Senhor, abre meus lábios e minha boca proclame o teu louvor.
18 Pois não te agrada o sacrifício e, se ofereço holocaustos, não os aceitas.
19 Sacrifício para Deus é um espírito contrito; não desprezas, ó Deus, um coração contrito e humilhado.
20 No teu amor sê propício a Sião, reconstrói os muros de Jerusalém.
21 Então vão te agradar os sacrifícios prescritos, o holocausto e a inteira oblação; então imolarão vítimas sobre o teu altar.

Ecl 2, 1-11
Ilusão do prazer
2
1 Eu disse comigo no meu coração: “ Vou experimentar-te com a alegria: desfruta da felicidade!” Mas também isso é vaidade. 2 Do riso eu disse: “Loucura!”e da alegria: “Para que serve?” 3 Ponderei seriamente entregar meu corpo ao vinho, embora deixando meu coração ser conduzido pela sabedoria. Pensei em abraçar a insensatez, para averiguar o que é
útil que os filhos de Adão façam debaixo do sol, nos breves dias de sua vida. 4 Multipliquei minhas atividades: construí casas e plantei vinhas; 5 cultivei jardins e pomares, enchendo-os com árvores de toda espécie de frutos; 6 construí reservatórios de águas para regar o bosque das árvores que germinavam. 7 Adquiri escravos e escravas e tive grande criadagem, tive
também gado e grandes rebanhos de ovelhas, mais do que todos os que me precederam em Jerusalém. 8 Acumulei para mim também prata e ouro, e riquezas dos reis e das províncias.Recrutei para mim cantores e cantoras, e as delícias dos filhos de Adão: taças e jarros para o serviço do vinho. 9 Assim, engrandeci-me e ultrapassei a todos os que me precederam em
Jerusalém, e minha sabedoria continuava comigo. 10 Tudo o que desejavam meus olhos, nãolhes neguei; não privei meu coração de nenhum prazer e ele desfrutou de todos os esforços:julguei que esta era a parte que me cabia por todas as minhas fadigas. 11 Voltando-me então para todas as obras que minhas mãos tinham feito, e para os trabalhos nos quais eu tinha
suado, vi que em tudo havia vaidade e aflição do espírito. Nada há de proveitoso debaixo do sol.

Lc 19, 1-10
Zaqueu
19
1 Tendo entrado em Jericó, Jesus estava passando pela cidade. 2 Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e muito rico. 3 Ele procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era baixinho. 4 Então ele correu à frente e subiu numa árvore para ver Jesus, que devia passar por ali. 5 Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6 Ele desceu depressa, e o recebeu com alegria. 7 Ao verem isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8 Zaqueu pôs-se de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, a metade dos meus bens darei aos pobres, e se prejudiquei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9 Jesus lhe disse: “Hoje aconteceu a salvação para esta casa, porque também este é um filho de Abraão. 10 Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

Is 43
O povo resgatado
43
1 E agora , assim diz o SENHOR, aquele que te criou, Jacó, aquele que te modelou, Israel: “Não tenhas medo que fui eu quem te resgatou, chamei-te pelo próprio nome, tu és meu!
2 Se tiveres de atravessar pela água, contigo estarei e a inundação não te vai submergir! Se tiveres de andar sobre o fogo, não te vais queimar, as chamas não te atingirão!
3 Pois eu sou o SENHOR, o teu Deus, o Santo de Israel, o teu Forte! Para pagar tua liberdade eu dei o Egito! Para ficar contigo, entreguei a Etiópia e Sabá!
4 Pois és muito precioso para mim, e mesmo que seja alto o teu preço, é a ti que eu quero! Para te comprar, eu dou, seja quem for; entrego nações, para te conquistar!
5 Não tenhas medo, estou contigo! No Oriente vou buscar tua semente e do Ocidente vou reunir a tua gente.
6 Direi ao Norte: “Devolve!” e ao Sul: “Não segures! Traze de longe os meus filhos, traze minhas filhas dos confins do mundo,
7 todos os que são conhecidos por meu nome, os que, para minha glória, eu criei, modelei e fiz!”

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O SOFRIMENTO E A ALEGRIA DE SER MINORIA

Frei Patrício Sciadini, ocd.

COM a graça de Deus até hoje sempre tenho vivido em países onde o ser católico era maioria absoluta, uma espécie de carta verde para entrar em todos os lugares e ser respeitado, reconhecido, onde ser sacerdote e carmelita descalço era sem dúvida “status” que permitia, se a gente quisesse, determinadas mordomias. Mas Deus nos mostra que isto não constitui a alegria de ser seguidor de Jesus de Nazaré. Jesus
veio anunciar as bem-aventuranças, programa do reino, projeto de vida e constituição dos que se decidem a fazer do evangelho o caminho preferido. Encontrar-se a viver num país onde o ser cristão é uma minoria absoluta e dar testemunho de Cristo sem medo, mas também sem arrogância, saber que ser de Cristo comporta uma série, não de privilégios, mas de exclusão sistemática e ser olhado como alguém estranho a um corpo coeso, um intruso que não é amado mas suportado porque não tem outra coisa a fazer.

Nestas situações percebemos dentro de nós que seguir Jesus é algo de maravilhoso, de intenso e nasce dentro uma vontade de sair pelas ruas afora e gritar como os apóstolos logo depois da descida do Espírito Santo. Agora estou compreendendo perfeitamente porque os cristãos autênticos sofrem quando veem a própria fé rejeitada por aqueles que vivem ao seu lado. Sentir Deus que queima dentro do coração, saber que se possui a verdade e não poder manifestá-la porque não nos é permitido plenamente ou não é conveniente segundo a prudência humana. O que nestes casos resta é só assumir a atitude do testemunho silencioso das obras, onde a nossa maneira de agir, de ser, nos diferencia dos demais. É o nosso dizer não a tantas formas de vida que não estão de acordo com a palavra de Deus ou com a verdade ou com dignidade humana. Um sofrimento paciente, silencioso, mas ao mesmo tempo fecundo como o de Cristo que nas últimas horas de sua vida só se oferecia para a salvação de todos. O sofrimento de não poder anunciar e de não saber como os que estão ao teu lado podem interpretar a tua maneira de agir.

A alegria de ser católico cristão é também uma alegria interior que ninguém pode compreender e experimentar a não ser você. Sentir dentro de nós que não podemos ser omissos e que devemos mais do que nunca revelar com a vida que Jesus é o salvador, que o evangelho não ensina nada de ódio ou de superioridade, mas só a servir os mais necessitados. Quando visito o nosso hospital que abre as portas e o coração para todos, logo vejo quem são os cristãos que logo vêm me cumprimentar e os que não são, que me olham como estranho ou melhor nem me olham. Não importa que sejamos olhados ou não, o que importa é sentir a força do amor que se agita em nós por ser alimentado todos os dias pelo Corpo e Sangue de Cristo. A verdadeira missão não é anunciar Cristo porque multidões nos escutam, mas porque se crê e se ama a Jesus.

Nunca agradecerei suficientemente a Jesus por ter me dado a oportunidade de compreender estas duas realidades que no Brasil jamais teria compreendido: a alegria de sofrer por Cristo e a alegria de ser minoria de Cristo. Poder ser sinal da Igreja viva e ao mesmo tempo ver como Teresa do Menino Jesus, a missionária intrépida e amada também por aqueles que não acreditam em Cristo. Ela, com seu jeito manso e meigo, sabe como abrir os corações mais endurecidos. Que por primeiro coração abra o meu, a mais amor a Jesus e aos irmãos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

José Eduardo Manfredini visita a Comunidade


O COMPROMISSO COM A VIDA CARMELITA DESCALÇA SECULAR
[...] porque quem começa a servir ao Senhor verdadeiramente o mínimo que pode Lhe oferecer é a vida [...] (Santa Teresa de Jesus, C 12, 2).

José Eduardo, Lygia e Adriana, sua esposa
I. PROCURANDO SIGNIFICADOS

A epígrafe que abre essa reflexão pode ser considerada o resumo de tudo aquilo que vamos refletir. O tema proposto traz duas palavras-chave: “compromisso” e “vida”. Palavras carregadas de significados e que poderíamos ficar horas e horas discutindo apenas suas definições.

O dicionário Aurélio (1995, p. 165) define “compromisso” da seguinte forma:

1. Obrigação ou promessa mais ou menos solene. 2. Acordo entre litigantes pelo qual se sujeita a arbitragem a decisão de um pleito. 3. Dívida que se deve pagar em determinado dia. 4. Concordata de falidos com credores. 5. Acordo político; convenção, ajuste, pacto. 6. Promessa de trato a ser cumprido. 7. Estatutos de confraria (1). 8. Escrita vincular. 9. Bras. Obrigação de caráter social.

Podemos observar a quantidade de significados, e, a importância e a intensidade que cada um tem. Já, a palavra “vida”, o mesmo dicionário traz dezoito definições. Mas escolhemos apenas duas: “10. modo de viver; 15. O que representa para alguém motivo de prazer, de estímulo, de amor à vida” (AURÉLIO, 1995, p. 673).

Ao depararmos com esses significados, vamos definir quais deles de fato refletem aquilo que vamos discutir. Mas antes devemos levar em consideração alguns fatores. O primeiro deles é a nossa tendência de levar tudo “a ferro e fogo”, ou seja, encarar as coisas ou as situações de forma determinista ou radical; resumindo, ao pé da letra. Outro ponto é a inclinação que, muitas vezes, temos de “mistificar” tudo o que se refere à vida espiritual. Assim, acabamos por focar apenas a “nossa” vida de “fé” e esquecemos de viver as implicações que ela nos traz.

Para nós, por trás da palavra compromisso está implícita outra, mais profunda e eloquente: “escolha”, que por sua vez, traz implicitamente a palavra “liberdade”. Destarte, compromisso, para nós, é uma escolha que fizemos na liberdade!

O significado que escolhemos para a palavra “vida” é: “modo de viver”. É o estilo de ser, pensar e agir em todos os lugares e situações. É a maneira com a qual nos identificamos e que nos estimula a viver.



II. COMPROMISSO E VIDA: DUAS FACES DA MESMA OBRA

A vida é uma obra que construímos aos poucos, a cada minuto, hora, dia e ano. A cada fato, acontecimento e desafio. É mais que o simples espaço entre o nascimento e a morte. A vida é um processo de construção, feito muitas vezes entre lágrimas e sorrisos. No entanto, essa obra exige compromisso. Compromisso conosco mesmo. E essa atitude exige coragem, discernimento, silêncio, amor, perdão, liberdade e, sobretudo, humildade.

Quando usufruímos do maior presente que Deus nos deu, a liberdade, e escolhemos um estilo de vida, o qual nos ajudará a viver melhor, mais intensamente, estamos construindo uma obra que passará a ser contemplada por outras pessoas e que, ao mesmo tempo em que é construída, é melhorada.

A vocação ao Carmelo Descalço Secular implica necessariamente em construir uma obra - “obras quer o Senhor” (SANTA TERESA, 5M, 3, 11) - no desejo e na alegria de se identificar com o estilo de vida proposto pela ordem, ou melhor, por Teresa de Jesus. Esse desejo é intensificado e reflete, quase sempre, na descoberta de que a oração “[...] não é senão tratar de amizade — estando muitas vezes tratando a sós — com quem sabemos que nos ama [...]” (SANTA TERESA, V8, 5).

O “tratar de amizade” é o principal compromisso que o indivíduo assume quando escolhe essa maneira de ser e de viver. É através desse compromisso assumido com o Senhor, que vamos nos conhecer e reconhecer o nosso próximo. Mas, voltamos a alertar do perigo que se corre de deturpar esse compromisso. Muitos são tentados a achar que a vida do carmelita descalço secular se resume apenas no “tratar de amizade” esquecendo das implicações que isso traz para o dia-a-dia.

Assim, tanto o “compromisso” como a “vida” tem uma dupla dimensão: a objetiva e a subjetiva, ou seja, a prática e a teórica (do grego: theoria = contemplação). Daí, o risco de ficarmos apenas com ou em uma só dimensão, quando na verdade, uma leva à outra.

Teresa nos dá um exemplo que elucida bem o quanto a vida deve falar do compromisso e vice-versa. “Crede-me que Marta e Maria devem andar juntas [...]” (SANTA TERESA, 7M, 4, 12). Isso quer dizer que a oração exige ação e a ação exige oração. Não podemos separar essas duas irmãs, pois, se não estiverem juntas, como iremos receber e servir bem o senhor?

Então, para um carmelita descalço secular é impossível querer guardar sua obra numa proteção de vidro transparente, onde só seja permitida a contemplação. A sua obra, ou seja, a sua vida é colocada à serviço do Senhor, e nele, aos irmãos. Contudo, é no “tratar de amizade” que a pessoa buscará as forças e a sabedoria para agir e para construir um mundo melhor.

III. NO CARMELO DESCALÇO: QUANDO O COMPROMISSO SE TORNA VIDA!


As nossas constituições no parágrafo 3 diz que, os carmelitas descalços seculares buscam na Ordem “aprofundar o compromisso cristão recebido no batismo”. Qual é o compromisso que assumimos no batismo? O de crer em Deus Uno e Trino e seguir os ensinamentos de Cristo. Basta lembrar as promessas batismais que renovamos na celebração da Páscoa.

O convite que Jesus fez aos dois discípulos de João Batista, “Vinde e vede” (Jo 1, 39) e a Filipe, “Segue-me” (Jo 1, 43), é o mesmo convite que, ainda hoje, faz a cada um de nós. Somos chamados a ver onde Jesus mora e passar não apenas um dia com ele, mas estar todos os dias junto dele. Seguindo-o, escutando sua palavra e amando-o loucamente!

Aprofundar o compromisso cristão recebido no batismo é viver plenamente as três dimensões que ele nos apresenta, conforme nos ensina o Catecismo no parágrafo 1268:

Os batizados tornaram-se “pedras vivas” para a “construção de um edifício espiritual, para um sacerdócio santo” (1 Pd 2,5). Pelo Batismo, participam do sacerdócio de Cristo, de sua missão profética e régia; “sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9). O Batismo faz participar do sacerdócio comum dos fiéis.

É não ter vergonha de anunciar a palavra de Deus através do testemunho; de denunciar, através do diálogo e da vida, tudo aquilo que vai de encontro com os preceitos do evangelho; é elevar com Cristo ao Pai, os nossos sacrifícios e lutas, nossos sofrimentos, nossas alegrias; é tomar posse da nossa realeza e levar ao mundo a luz que é Cristo. Enfim, é não ter medo de ir beber dele: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7, 37).

Outra forma de compromisso que assumimos na OCDS e que se refere ao batismo é a promessa de castidade, pobreza, obediência e das bem-aventuranças, conforme afirma o parágrafo 11 das nossas constituições:

O seguimento de Jesus como membros da Ordem Secular se expressa por meio da promessa de tender à perfeição evangélica no espírito dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência e das bem-aventuranças. Por meio desta promessa se reforça seu compromisso batismal no mundo a serviço do projeto de Deus. Ela é um penhor de santidade pessoal, que necessariamente leva a um empenho de serviço à Igreja na fidelidade ao carisma carmelitano-teresiano.

No entanto, não podemos esquecer que a promessa é vida, ou melhor, deve ser vivida com toda intensidade. Não é uma promessa que não compromete e que não tem consequências. Pelo contrário, compromete e muito. Por isso, cada membro deve ter plena consciência ao emiti-las, ou seja, deve ter pleno conhecimento daquilo que irá fazer e das implicações inerentes a esse ato.

Outro desdobramento da promessa é o compromisso com a formação. Vejamos:


[...] Por este compromisso se empenha em adquirir a formação necessária para conhecer as razões, o conteúdo e o propósito do estilo de vida evangélica que se assume. A promessa realça o compromisso batismal e enriquece, nos chamados à vocação matrimonial, a vida de esposos e pais [...] (constituições, 12).
Dessa forma, podemos observar que o compromisso na OCDS é diretamente ligado à vida, à prática. Não é um compromisso estático mas dinâmico. Com implicações para quem assume o compromisso e, necessariamente, para quem está ao redor. Pois, os carmelitas descalços seculares devem trazer nos seus atos os sinais da sua vocação, da espiritualidade que abraçaram e que escolheram livremente.

3.1 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DO CONSELHO EVANGÉLICO DE CASTIDADE


Conforme o número 13 das constituições,

A promessa da castidade reforça o compromisso de amar a Deus acima de todas as coisas e amar aos outros como Deus os ama [...] A promessa da castidade é um compromisso com o amor cristão em sua dimensão pessoal e social para criar autêntica comunidade no mundo. Por esta promessa o Secular expressa também o desejo consciente de respeitar a cada pessoa como o pede a lei de Deus e segundo o próprio estada de vida, como solteiros, casados ou viúvos[...].

“Amar a Deus e amar os outros como Deus os ama”. Estamos preparados para nos comprometer dessa forma? Como já dissemos acima, a vida é um processo. A partir disso, podemos então entender que mesmo, muitas vezes, não sabendo amar como Ele nos ama, nós podemos aprender, graças à sua misericórdia e infinita bondade. Talvez, nunca amaremos como ele nos amou, mas devemos tentar. É o seu maior mandamento, “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34). Se Ele nos mandou fazer, é porque então conseguiremos.

Outro ponto citado e que queremos refletir é o compromisso de “criar autêntica comunidade no mundo”. Veja que responsabilidade que assumimos diante da Ordem e da Igreja. De sermos construtores de um mundo mais humano, mais sadio, mais equilibrado. Lembremo-nos que o “mundo” é onde estou, onde trabalho, onde vivo. É a família, a paróquia, a comunidade e o grupo da OCDS. Enfim, o mundo deve ser o “meu Carmelo”.

3.2 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DO CONSELHO EVANGÉLICO DA POBREZA

Conforme o número 14 das constituições:

A promessa da pobreza expressa o desejo de viver segundo os valores do evangelho [...]. A promessa da pobreza busca o uso evangélico dos bens deste mundo e dos talentos pessoais e o exercício das próprias responsabilidades na sociedade, na família e no trabalho, colocando-se com confiança nas mãos de Deus. Implica também em um compromisso em favor da justiça no mundo, para que este responda ao projeto de Deus. A pobreza evangélica é igualmente um exercício de esperança, que reconhece as limitações pessoais e se abandona com confiança à bondade e à fidelidade de Deus.

“Viver segundo os valores do evangelho”. Esse primeiro ponto refere-se justamente em assumir os critérios de Jesus na nossa vida. Gostaríamos de lembrar a música “Amar como Jesus amou” do Pe. Zezinho, SCJ, que tanto nos fala ao coração:

video

Cris e Zé Eduardo, rodeados por alguns membros da Comunidade

Amar como Jesus

Sonhar como Jesus sonhou

Pensar como Jesus pensou

Viver como Jesus viveu

Sentir o que Jesus sentia

Sorrir como Jesus sorria

E ao chegar ao fim do dia



Eu sei que dormiria muito mais feliz

Viver os valores do evangelho é, por exemplo, fazer com a letra dessa música se torne realidade em nossa vida. Antes de amar, sonhar, pensar, viver, sentir, sorrir, agir, enfim, de fazer qualquer coisa que está ligado a nossa vida, devemos nos perguntar: Como Jesus faria? E se não soubermos a resposta, sempre a encontraremos no evangelho.

A promessa de pobreza refere-se ainda ao abandonar-se totalmente nas mãos de Deus, de confiar na providência divina, conforme o Senhor nos ensina em Mt 6, 31-34:

Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.

Porém, isso não significa que basta confiar que “cairá tudo do céu”. Devemos fazer a nossa parte. Curioso é notar que para Jesus a fé está estreitamente ligada à ação. O milagre só acontece para aqueles que vão até Ele, que saem do seu “mundinho” e entram no mundo, na dinâmica do Cristo. Dessa forma que a providência age e nos ajuda a viver e a lutar pela justiça. Que nos enche de esperança e nos faz confiar plenamente no Senhor, abandonando-nos totalmente em suas mãos.

A promessa de pobreza nos ensina a “pensar e entender o que falamos, com quem falamos e quem somos nós que nos atrevemos a falar com tão grande Senhor” (SANTA TERESA, C 25, 3). E ainda, “que somos servos e servos inúteis” (Lc 17, 10); a ver que não somos mais e nem melhores que ninguém. Diante do Criador, somos todos iguais. Simplesmente, amados de Deus!

Além disso, essa promessa nos ensina como devemos nos relacionar com os bens materiais. A propriedade privada, o conforto, os bens, na maioria das vezes, são os frutos do trabalho humano. Do trabalho das mãos e do suor que escorre no rosto; das noites em claro e da intensa atividade mental; enfim, da atividade que nos proporciona o alimento necessário para que no dia seguinte possamos estar novamente “produzindo”. Viver nesse universo, nos dias atuais, é desafiador. É um jogo que não permite erros, pois, se os cometemos, ficaremos presos totalmente na dinâmica perversa do sistema.

Relacionar-se com os bens materiais exige mestria, sabedoria e prudência! Caso contrário, estaremos presos. Santo Padre João da Cruz diz-nos: “que basta um fino fio para prender um pássaro e impedir seu vôo”, e ainda, “a mosca que pousa no mel o seu vôo impede; a alma que quer estar apegada ao sabor do espírito impede sua liberdade e contemplação (D24).”

3.3 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DO CONSELHO EVANGÉLICO DA OBEDIÊNCIA
Conforme o número 15 das constituições:

A promessa de obediência nos compromete a viver abertos à vontade de Deus, “em quem vivemos, nos movemos e existimos” (At 17,28), imitando Cristo [...]. A promessa de obediência é um exercício de fé que leva a buscar a vontade de Deus nos acontecimentos e desafios da vida pessoal e social [...].

“Seja feita a sua vontade” (Mt 6, 10). Talvez esse seja o maior desafio para aqueles que se põe a caminho junto com Jesus. Hoje, se abandonar e estar aberto à vontade de Deus - diante de um mundo onde os clamores do consumismo, do hedonismo e da sede de poder - se tornou uma verdadeira prova de fé. Na verdade, estamos perdendo a capacidade de saber discernir o que é da vontade de Deus, o que é a nossa vontade e o que é consequência de atitudes impensadas. O que importa é que, a qualquer custo, consigamos o que queremos!

Fazer um exercício de fé diante das oportunidades que Deus nos dá, eis o convite que as nossas constituições nos faz. Os Santos do Carmelo eram especialistas nisso e sabiam muito bem o que Deus queria deles. Isso era possível devido a fidelidade que eles tinham com o compromisso assumido com a espiritualidade carmelitana. Através da reflexão e da meditação, eles sabiam como agir diante dos desafios da vida, e diziam junto com Cristo,”[...] não a minha vontade, mas a tua seja feita!” (Lc 22, 42).

3.4 O COMPROMISSO DA PROMESSA DE VIVER O ESPÍRITO DAS BEM-AVENTURANÇAS
Ilda e Cyrinéa

Conforme o número 16 das constituições:

Nas bem-aventuranças se encontram um projeto de vida e um modo de entrar em relação com o mundo, com os vizinhos e companheiros de trabalho, com familiares e amigos [...].

Essa promessa resume, praticamente tudo aquilo que dissemos acima. Eis aqui o projeto que a OCDS nos apresenta:

Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós (Mt 5, 2-12).

IV. COMPROMETER-SE É “OFERECER A VIDA”

Diante de tudo o que foi exposto acima, chegamos à conclusão que o compromisso gera vida. Se Teresa de Jesus não tivesse se comprometido com o projeto que Deus lhe apresentou, hoje nós não estaríamos aqui. Não teríamos João da Cruz, Teresinha do Menino Jesus, Edith Stein, Elisabete da Trindade e tantos outros que estão, com a Santa Madre, cantando eternamente as misericórdias do Senhor!

Não teríamos inúmeros Carmelos de Monjas e Frades. Milhares de comunidades e grupos da OCDS. Simplesmente, não teríamos o Carmelo Descalço!

E se Pedro e os outros não tivessem dito sim e levado até as últimas consequências seu compromisso? Mas eles foram pobres, obedientes, castos e, sobretudo, souberam viver plenamente as bem-aventuranças. Seu comprometimento seguiu o exemplo do Mestre, até a morte. Estamos dispostos a isso?

Ser comprometido é viver com toda a intensidade. É fazer a cada momento uma releitura dos acontecimentos e assumir a nossa parcela de responsabilidade. É estar aberto às necessidades alheias; ao clamor anônimo; àquele que chora e àquele que sorri. É não ter medo de evangelizar com a vida, no silêncio como e com a Virgem Maria. De ter coragem de deixar tudo e se pôr à serviço daqueles que precisam, daqueles que clamam para serem ouvidos, aconchegados, amados!

O compromisso com a vida carmelita descalça secular é simplesmente, OFERECER A VIDA [...] (SANTA TERESA DE JESUS, C 12, 2).

José Eduardo M. Manfredini Júnior

je.manfredini@gmail.com

Comunidade Santa Face- OCDS - Tremembé / SP

OBS- O vídeo acima consta parte da palestra ministrada. O início e o final, estão gravados em áudio e serão postados em outra oportunidade.



AGRADECEMOS AO ZÉ EDUARDO PELA SUA VISITA RICA EM ENSINAMENTOS, DISPONIBILIDADE, PELO CARINHO E ZÊLO PELO SEU TRABALHO .
DEUS SEJA LOUVADO PELA SUA VIDA! 

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Assistente Espiritual da Comunidade OCDS é nomeado Bispo de Amparo

Cônego Pedro Carlos Cipolini é eleito
Bispo de Amparo


É com grande alegria que bendizemos e agradecemos a Deus pela sua vida e seu ministério. Desejamos-lhe de todo o coração as bênçãos de Deus Pai, de Jesus Cristo e da Virgem Santíssima, que hão de acompanhá-lo nesta nova missão.
Na celebração do aniversário da cidade de Campinas, dia 14 de julho, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, aceitou a renúncia de Dom Francisco José Zugliani e nomeou o Cônego Pedro Carlos Cipolini, Reitor da Basílica Nossa Senhora do Carmo, como seu sucessor.

A Ordenação Episcopal será no dia 12 de outubro, às 16h00, na Catedral Metropolitana de Campinas e a posse solene no dia 31 de outubro, às 16h00, na Catedral Nossa Senhora do Amparo.

Cônego Cipolini nasceu no dia 04 de maio de 1952, na cidade de Caconde, SP, filho de João Cipolini e Auzira Carneiro Cipolini. Foi ordenado no dia 25 de fevereiro de 1978 na Catedral de Franca, SP, por Dom Diógenes Silva Matthes. Fez o Curso primário no Grupo Escolar Dr. Candido Lobo; o ginasial no Colégio Professor Fernando Magalhães em Caconde; Filosofia e Pedagogia na FAI - Faculdades Associadas do Ipiranga em São Paulo de 1973 a 1976; Teologia Faculdade Nossa Senhora da Assunção em São Paulo de 1973 a 1977. Fez Pós-Graduação e Mestrado em Teologia na Faculdade Pontifícia Nossa Senhora da Assunção em São Paulo de 1984 a 1995, e Doutorado em Teologia (Eclesiologia) na Universidade Gregoriana em Roma, Itália, de 1991 a 1992.


Foi Pároco da Paróquia de São Sebastião em Franca/SP e de Restinga, SP, em 1978; Coordenador Diocesano de Pastoral em Franca, de 1982 a 1983; Professor e Coordenador de Estudos do Seminário Propedêutico, de 1983 a 1984; Vigário Paroquial da Paróquia da Imaculada Conceição do Ipiranga, em 1985.


Foi incardinado no Clero de Campinas no dia 28 de fevereiro de 1987.    Em Campinas, foi Pároco da Paróquia Santos Apóstolos, na Vila Boa Vista, em 1986; Diretor Espiritual dos Seminários Propedêuticos São José de Pedreira e Seminário Imaculada de Filosofia, de 1987 a 1989; Vigário Episcopal da Região Norte, de 1988 a 1990; Membro do Conselho Episcopal e do Conselho Pastoral da Arquidiocese; Pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Campinas, de 1993 a 2000; Diretor de Estudos do Seminário de Teologia, de 1993 a 1994; Professor de História da Igreja Antiga, Eclesiologia, Mariologia e Epistemologia Teológica, Estágio Pastoral de Ecumenismo e Pastoral Urbana em 1993; Coordenador do Departamento de Teologia Sistemática no ITCR da PUC-Campinas de 1997 a 1998; Vigário Forâneo da Forania Coração de Maria de 1997 a 1999; Diretor Espiritual do Seminário de Filosofia da Arquidiocese de Campinas de 1997 a 2000; Membro do Conselho de Presbíteros; “Cidadão Honorário de Campinas” em 06 de março de 2000; Pároco da Basílica Nossa Senhora do Carmo de Campinas em setembro de 2000; Vigário Forâneo da Forania Santos Apóstolos de 2001 a 2002; Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano em 06 de março de 2001; Nomeado Vigário Episcopal de Campinas em 08 de dezembro de 2002. Escolhido pelo Presidente da CNBB, Cardeal Geraldo Majella Agnello como membro da Comissão de Peritos, na área de Teologia da referida Organização.